célere sol a raiar

18 Dezembro, 2009

Buum... - e o momento caótico carente se alastra por entre as férias, que se aproxima e traz todas as expectativas do que virá a ser aventura, realidades em locais diferentes, e é exatamente isto que eu quero, viajar, ir até lá ou acolá que possa me sustentar. Taí que uma compainha faz falta, os momentos a dois que não chegam, que não se concretiza, a falta de paixão que descasca o coração, deixe ele cheio de camadas de solidão e não o encobre de algodão.
E essas férias não chegam logo, minha situação logo logo não se definirá e as preocupações já rolam e se desenrolam cabeça a frente. A vontade é só de sair, encontrar pessoas, sorrisos, conversas distribuídas.
Tô agora ouvindo Lia de Itamaracá e juro, no mais sincero do meu peito, que queria passar meu reveillon com meus amigos, com aqueles que já de parte me entendem e se confiam. Eis que não sei, Capão pode ser, tranquilidade, pessoas procurando natureza, desequilíbrio tranquilizante. Dizem que lá também é muito interessante. Posso me jogar, ou ficar mesmo perto do mar, que é o maior desejo de todos acumulados até então, mesmo com os de solitude, de madrugadas desacompanhadas, passadas sem carinho.

Há de se ter confiança, um litrão de paciência e de oportunidade. Agora também me vejo dali mais adiante, vou me escavando... descobrindo possibilidades reais, concretas, sentimentais.

mainha

27 Outubro, 2009

no teu maior dos dias
mesmo sendo seus outros dias
tão grandes quanto você o é e se faz
eu lhe entrego minha saudade mais rasgada
a mais desbotada pelo tempo que passa e se consome
a saudade mais banhada de mar e poesia, de dor contínua

Eu sou sua grande poesia parida
E eis o que de maior eu te ofereço
Sempre será isso, o meu amor mais profundo
e imutável que se traduz em palavras de poema
Esta aí, a minha força que te alcança e nos aproxima
Por que tu
É a maior poesia
já dada a mim pela natureza

o que te escrevo agora nunca se acabará
Você, o meu amor da vontade de estar mais junto se longe
e mais perto se perto, e mais aclopado se mais unido

Mãe, desejo-lhe tudo que na natureza contenha o mais puro Bem
a mais alegre festaria, os jardins mais belos, as praias, os rios, a força
tudo que do melhor se faça.

Te amo com gosto de lágrimas e felicidades.

Diálogos

23 Setembro, 2009

Tô com mente entupida de tanta coisa, de tanto querer. É confusão normal, daquelas brabas que dá em período de princípio de aniversário, uma agonia de quem passa por turbilhão de bombas de tudo, gritos e silêncio, pessoas e perfumes, imaginação e futuro, sem serenidade de juventude pertubarda com espera de se fazer mais um ano, de completar mais um ciclo, um circo de tanta alegria e agonia, feitos drama de insonso humor, mais humor. Ah... o Humor

Tô com uma inadaptação fulgaz da cidade, dos homens endinheirados, da ezquizofrenia da servidão.

Eis que uma alergia me contaminou, daquelas brabas, de espirros ao ver, ao sentir, a ouvir, o errado atual do mundo, de como tá tudo desvirtuado de tão poucos virtuosos.
Tô também com aquela complicação dos dias que antecedem de perto o fazer anos. Vejo minha vida sendo a melhor que eu poderia escolher pra mim, tô tão bem, que tenho conseguido me futucar, me superar, me vencer e me deixar. Não gosto tanto da ordem. Gosto insandecidamente da liberdade e procuro transcender os meus sentidos para ver o melhor, o que mais de agrado tem o mundo escondido, a mostrar, a se amostrar, ousada em sua grandeza e sabedoria.

Repito sim, frases se repetem com outros sentidos, a repetição faz a mudança. Cansa... torna o movimento diferente e agora é mudança... para melhor, para eu acrobata de grande vontade da verticalidade de tudo e da horizontalidade dos outros. Anseio por jardins como a primavera que me pariu.

ao encontro salgado

01 Julho, 2009

Para voltar à praia, é insuficiente a demanda total de sofreguidão
toda ânsia torna-se no seu máximo, um grão transparente
Hoje, minha alma já contêm mais areia
quilômetros estou das ondas, e já sinto nosso balançar
conjunto. As horas demoram em se tornar salgadas
e meus pêlos imploram, a cada vento, claridade

Pela minha natureza litorânea, o mar é imã e retornada
A beira de cada grão úmido iniciando o líquido, lembra
quenturas habituais desde as primeiras brincadeiras
Calor que me troxe o costume de ventiladores
e lençóis finos à noite para cobertar pernas, manias
Sucumbir aos banhos diários da tiragem do suor

Hei de me morenar, de tomar chuva de sorriso de sol
de percursar estradas em caminhos de irmãos
e por lá, sentir o profundo descontentamento em
lá não mais estar, quando chegar a lágrima de voltar

Com conchas ao redor, cruzo o horizonte em todo maresia
numa só légua de canoa que passa antes por mim e depois
cruza o oceano, em tempo leve, brisa de pavio, trilho aguático
E assim, acampo o eu meu espírito na sombra do despertar

ser contradição

21 Maio, 2009

Se todas as noites fossem recheadas de pessoas, como as das rochas que são cercadas de natureza, eu, continuamente pediria mais e outras vezes silêncio. Aí é quando caminhando, defronta-se com a contradição da nossa espécie, do vasto mundo, do puto diluído fluído que somos por sermos energia de intelecto mal possuída.

dos prantos noturnos

07 Maio, 2009

O meu medo me humaniza
transparece o quanto de horror
por aqui, nas veredas de dentro
ainda faz a tristeza persuadir
o frágil amor-próprio que
tenta, pela força que lhe foi atribuída
sobreviver nas pancadas de
esquecimento da minha machucação

Estou aqui entre desconhecidos
deles para mim, pois poucos
deram um quarto de passo
ao descobrimento das potencialidades
que penteiam o meu ser
e me arrumam para a arte
Enferniza-me o irreconhecimento da voz
A música que me entranha a alma d'água

Tudo calma, pois o futuro é o espirro
chega inesperado, revelador
Agora, eu me sinto tão ingênuo e
criança, que temo a mordaz vida
Sinto o desencaixe e choro ao telefone
ao beliscar da data da mãe
Cadê ela que sempre separou meus
choros e jogo-os fora fedidos?

Aponto o dedo com lágrimas e saudade
Quero ela, a amada a-mãe-te
Preciso da sua segurança que já
sentiu as arguras e por elas continua
vívida. Destrói minhas dores, mãe
Pega-me tu nos seus abraços e cheiros
Consola minha andança em mastros e
Revigora-me os músculos para as porradas

05 Maio, 2009

lamber ferida pra depois ser rei

C's

29 Abril, 2009

Minhas três filhas se chamarão: Camomila, Calêndula e Crisálida. Três luas minguantes.

aguardo sadio

26 Abril, 2009

Eu tenho um coração pedinte
Uma tal de taquicardia vez ou outra
de mundos meus
à parte
Sou o querer ambulante de
beijos e declarações
Olhares textuais
Tato de candura e sofreguidão
A respeito do meu senso
sinto minhas esperanças e agonia
a gritar por entre minhas sensações
Sensorialmente tudo é encontro
Energia, segredos e ousadia
Por mim, a espera poderia ser sutil
O algo a mais num aguardo sadio
viria sempre como nos sonhos
a escutar cantigas no ar
Enquanto com os corações em par
fugíssemos para o nosso único canto
É o namoro eterno
Aquela paquera contínua
Aquele segredo em dó maior
de uma única paixão distribuída em dois.